COMO RECONHECER E CONTROLAR O ESTRESSE NA EQUIPE DE TRABALHO
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COMO RECONHECER E CONTROLAR O ESTRESSE NA EQUIPE DE TRABALHO.
Avaliar o comportamento humano para o diagnóstico de estresse requer habilidades em disciplinas específicas, como psicologia ou psiquiatria, além de experiência. No entanto, nem sempre as organizações têm acesso diário ao apoio desses profissionais para desenvolver e implementar um Programa de Controle de Riscos Psicossociais.
- As normas de produção;
- O modo operatório, quando aplicável;
- A exigência de tempo;
- O ritmo de trabalho;
- O conteúdo das tarefas, os instrumentos e meios técnicos disponíveis;
- Os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador (grifo meu).
Lima (2007) destaca que, na sociedade atual, o elevado volume diário de exigências profissionais, o caos urbano e a exposição frequente a situações de violência contribuem de forma significativa para o aumento dos níveis de estresse. Ele observa:
"O sedentarismo e o estresse são dois dos maiores fatores de risco para a vida do indivíduo e para as organizações." (Lima, 2007, p. 56 apud LIPP, 2004).
Nesse sentido, a mesma autora entende que quando uma pessoa não se sente bem, ela não consegue contribuir com seu máximo potencial, nem mesmo manter um relacionamento profissional satisfatório, pois a falta de motivação se faz presente. Essas condições aumentam proporcionalmente o risco de adoecimento.
Ainda, segundo Lima (2007, p. 56, apud Ferreira, 2000), o estresse laboral é resultado direto dos fatores estressores, os quais podem ser físicos (riscos físicos, químicos, biológicos) ou psicológicos, porém, todos derivam das condições em que o trabalho é exercido.
O trabalhador fica estressado quando percebe, no ambiente, algo capaz de intimidá-lo, em uma situação que não lhe permite responder como gostaria.
São exemplos disso: as preocupações decorrentes da atividade, os relacionamentos conturbados, a falta de habilidade técnica para cumprir a demanda, o medo de ser demitido, entre outros (Abdala, 2019).
O trabalho, em si, não é a fonte de estresse; pelo contrário, é benéfico.
No entanto, é preciso entender que as atitudes inadequadas que as pessoas tomam, juntamente com a desarticulação cognitiva, sim, são prejudiciais à saúde.
Conforme Lima (2007), segue abaixo uma lista dos principais sinais e sintomas de estresse:
Sinais Físicos
- Dores de cabeça constante;
- Dores no pescoço, ombros e costas;
- Ansiedade;
- Indigestão e Náuseas;
- Dores articulares.
- Perda da capacidade de concentração durante qualquer intervalo de tempo;
- Sensação de isolamento;
- Conversa negativa "consigo mesmo".
- Andar de um lado para o outro de forma inquieta;
- Tiques nervosos, como esfregar as mãos;
- Falar demasiadamente rápido e ir apressado para todo lado (mesmo quando não está atrasado);
- Incapacidade de relaxar;
- Fadiga constante;
- Insônia;
- Comer mais, fumar e beber.
Lima (2007) menciona que controlar os níveis de estresse é um dever de cada pessoa, o qual não pode ser terceirizado.
Para implementar um Programa de Ginástica Laboral, aceito pela fiscalização trabalhista, é obrigatório que ele esteja sob a responsabilidade técnica de um(a) profissional habilitado(a) em Educação Física, Fisioterapia ou Terapia Ocupacional.
Outras ações para diminuir os níveis de estresse incluem: adaptar o posto de trabalho ao trabalhador (e nunca o contrário), garantindo que a altura da mesa, a cadeira, a iluminação, a ventilação, o espaço físico, o ruído, o calor, o frio, as cores, entre outros fatores, estejam adequados, observando as normas técnicas.

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